Começa nesta segunda-feira (6), após quase 17 anos, o
julgamento dos réus no processo do caso PC Farias, um dos mais
emblemáticos do País. O empresário Paulo César Farias e a namorada dele,
à época, Suzana Marcolino, foram encontrados mortos no dia 23 de junho
de 1996, numa casa de praia, em Guaxuma. Quatro militares que faziam a
segurança particular de PC Farias vão a júri popular, a partir das 13h,
em julgamento no Fórum da Capital que deve durar cinco dias e que será
presidido pelo juiz Maurício Breda. A Gazetaweb fará a cobertura completa do Tribunal do Júri.
Durante o julgamento, o Ministério Público vai pedir a condenação dos réus, que foram denunciados pela prática de homicídio qualificado. Serão julgados os militares Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva.
O promotor de Justiça Marcos Mousinho, que fará o papel da acusação, vai sustentar que houve homicídio qualificado por omissão. "Os réus já foram pronunciados pela Justiça e, durante o julgamento, vamos utilizar as provas que constam no processo, mostrando que, se os acusados não foram os autores materiais, deveriam, no mínimo, ter evitado as mortes. Em caso de condenação, a pena varia entre 12 e 30 anos para cada crime. Ou seja, o tempo de prisão deverá ser multiplicado por dois porque a ação penal envolve duas vítimas fatais", esclareceu a autoridade ministerial.
Um dos momentos mais esperados do julgamento é o depoimento da filha de PC Farias, Ingrid Farias, que vai defender os homens acusados de matar o pai dela. De acordo com o advogado de defesa, José Fragoso, ela tem contato com os réus até hoje e não acredita na versão de que os militares seriam os culpados pelo duplo homicídio.
A defesa alega que o crime trata-se de um homicídio seguido de suicídio praticado por Suzana Marcolino, que teria comprado, dias antes do crime, a arma encontrada entre os corpos dela e de PC Farias, da qual teria saído os projéteis que fizeram as duas vítimas.
“Quem viver e acompanhar esse julgamento verá. A defesa vai demonstrar erros gritantes encontrados na segunda perícia. Nós defendemos que a única responsável pelas mortes é a Suzana Marcolino. As provas dos autos são exuberantes a respeito desse crime. Eu nunca me deparei com um processo que tivesse tantas provas quanto esse. A própria filha do PC Farias, que disse ter ouvido do pai que ele iria romper o relacionamento com a Suzana, será testemunha de defesa dos militares”, afirmou o advogado José Fragoso.
O julgamento
O julgamento será iniciado após o juiz Maurício Breda, que foi designado para responder pela 8ª Vara Criminal da Capital, confirmar as presenças dos 15 jurados convocados para compor o Conselho de Sentença. Depois, será feita a chamada das testemunhas, que serão 27 ao todo.
As primeiras pessoas a serem ouvidas serão as testemunhas. Como são 27 até o momento, o MPE acredita que os depoimentos deverão durar, pelo menos, dois dias. Na sequência, os peritos serão interrogados e, por último, sentarão no banco dos réus os acusados Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva.
Duas versões
PC Farias e Suzana Marcolino foram assassinados na madrugada do dia 26 de junho de 1996, numa casa de praia em Guaxuma, em Maceió. À época, o empresário respondia a vários processos e estava gozando da condição de liberdade condicional. Ele era acusado dos crimes de sonegação de impostos, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito. Sua morte chegou a ser investigada como queima de arquivo, haja vista que a polícia chegou a suspeitar que o ex-tesoureiro poderia revelar nomes de outras pessoas que teriam participação nos mesmos ilícitos.
Duas versões foram dadas ao crime na época. A primeira, apresentada pelo delegado Cícero Torres e pelo legista Badan Palhares, apontou para crime passional. Por essa versão, Suzana Marcolino teria assassinado PC Farias e, depois, se suicidado.
Esta versão do crime foi contestada pelo médico George Sanguinetti, que descartou tal possibilidade. Mais tarde, a primeira tese foi novamente questionada por uma equipe de peritos convocados para atuar no caso. Os profissionais forneceram à polícia um contralaudo que comprovaria a impossibilidade, de acordo com a posição dos projéteis, da tese de homicídio seguido de suicídio.
Por conta dos inúmeros recursos apresentados pela defesa dos acusados, o julgamento nunca acontecera, só tendo sido marcado para ocorrer 17 anos após as mortes. Um autor intelectual nunca foi apontado nas investigações.
Durante o julgamento, o Ministério Público vai pedir a condenação dos réus, que foram denunciados pela prática de homicídio qualificado. Serão julgados os militares Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva.
O promotor de Justiça Marcos Mousinho, que fará o papel da acusação, vai sustentar que houve homicídio qualificado por omissão. "Os réus já foram pronunciados pela Justiça e, durante o julgamento, vamos utilizar as provas que constam no processo, mostrando que, se os acusados não foram os autores materiais, deveriam, no mínimo, ter evitado as mortes. Em caso de condenação, a pena varia entre 12 e 30 anos para cada crime. Ou seja, o tempo de prisão deverá ser multiplicado por dois porque a ação penal envolve duas vítimas fatais", esclareceu a autoridade ministerial.
Um dos momentos mais esperados do julgamento é o depoimento da filha de PC Farias, Ingrid Farias, que vai defender os homens acusados de matar o pai dela. De acordo com o advogado de defesa, José Fragoso, ela tem contato com os réus até hoje e não acredita na versão de que os militares seriam os culpados pelo duplo homicídio.
A defesa alega que o crime trata-se de um homicídio seguido de suicídio praticado por Suzana Marcolino, que teria comprado, dias antes do crime, a arma encontrada entre os corpos dela e de PC Farias, da qual teria saído os projéteis que fizeram as duas vítimas.
“Quem viver e acompanhar esse julgamento verá. A defesa vai demonstrar erros gritantes encontrados na segunda perícia. Nós defendemos que a única responsável pelas mortes é a Suzana Marcolino. As provas dos autos são exuberantes a respeito desse crime. Eu nunca me deparei com um processo que tivesse tantas provas quanto esse. A própria filha do PC Farias, que disse ter ouvido do pai que ele iria romper o relacionamento com a Suzana, será testemunha de defesa dos militares”, afirmou o advogado José Fragoso.
O julgamento
O julgamento será iniciado após o juiz Maurício Breda, que foi designado para responder pela 8ª Vara Criminal da Capital, confirmar as presenças dos 15 jurados convocados para compor o Conselho de Sentença. Depois, será feita a chamada das testemunhas, que serão 27 ao todo.
As primeiras pessoas a serem ouvidas serão as testemunhas. Como são 27 até o momento, o MPE acredita que os depoimentos deverão durar, pelo menos, dois dias. Na sequência, os peritos serão interrogados e, por último, sentarão no banco dos réus os acusados Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva.
Duas versões
PC Farias e Suzana Marcolino foram assassinados na madrugada do dia 26 de junho de 1996, numa casa de praia em Guaxuma, em Maceió. À época, o empresário respondia a vários processos e estava gozando da condição de liberdade condicional. Ele era acusado dos crimes de sonegação de impostos, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito. Sua morte chegou a ser investigada como queima de arquivo, haja vista que a polícia chegou a suspeitar que o ex-tesoureiro poderia revelar nomes de outras pessoas que teriam participação nos mesmos ilícitos.
Duas versões foram dadas ao crime na época. A primeira, apresentada pelo delegado Cícero Torres e pelo legista Badan Palhares, apontou para crime passional. Por essa versão, Suzana Marcolino teria assassinado PC Farias e, depois, se suicidado.
Esta versão do crime foi contestada pelo médico George Sanguinetti, que descartou tal possibilidade. Mais tarde, a primeira tese foi novamente questionada por uma equipe de peritos convocados para atuar no caso. Os profissionais forneceram à polícia um contralaudo que comprovaria a impossibilidade, de acordo com a posição dos projéteis, da tese de homicídio seguido de suicídio.
Por conta dos inúmeros recursos apresentados pela defesa dos acusados, o julgamento nunca acontecera, só tendo sido marcado para ocorrer 17 anos após as mortes. Um autor intelectual nunca foi apontado nas investigações.
Fonte:http://gazetaweb.globo.com/noticia.php?c=339962&e=31
Postado por: Euclides Avila- Coordenador de Comunicação.

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