Mesmo sob risco de perder tudo JL não aceita vender parte do seu grupo
Quantas fazendas do
grupo João Lyra foram invadias até agora? Segundo a versão dos
movimentos sociais, teriam sido 9. Mas segundo a assessoria de
comunicação, até hoje de manhã seriam apenas duas fazendas invadidas por
movimentos sociais.
“Fizemos um levantamento e até o início da manhã eram apenas duas
fazendas invadidas. Estamos levantando informações sobre outras invasões
ocorridas depois do meio dia”, diz a assessoria.
O que o grupo vai fazer em relação as invasões? “Vamos conversar com
eles, saber o que eles estão querendo, para que o setor jurídico possa
se pronunciar”, emenda.
Se vai ou não pedir reintegração de posse? “Nada a declarar”.
Qual o resultado da moagem em Alagoas? “Nada a declarar”.
A resposta é a mesma para a maioria das outras perguntas. Em crise,
com salários atrasados, o grupo João Lyra também deve a fornecedores de
cana do estado. Ainda assim a decisão parece ser a de seguir em frente,
tentando manter a “bicicleta andando” porque se parar, cai e o tombo,
dizem, será grande.
A única informação nova repassada pela assessoria é o início da
moagem na usina Vale do Parnaíba, em Minas Gerais, na semana passada. E a
Triálcool (também em MG) vai moer? “Nada a declarar”.
Quadro preocupante
O grupo JL, hoje sob o comando do próprio e da superintendente Silvia
Sakamoto, não dá sinais de que vá conseguir debelar a atual crise
financeira. O débito com bancos e fornecedores passaria de R$ 2 bilhões.
Sob a ameaça de
decretação de falência, com dívidas cada vez maiores com os fornecedores
e trabalhadores, o complexo empresarial formado por cinco usinas e
destilarias, sendo três em Alagoas, agoniza, no estilo “quebra mas não
enverga”.
JL parece disposto a não vender nada, nem que para isso tenha que perder tudo.
A melhor saída, segundo especialista do setor seria a venda de pelo
menos uma das usinas alagoanas. “A Guaxuma (localizada em Coruripe)
poderia ser vendida rapidamente. Um outro grupo alagoano já apresentou
proposta para comprá-la. Se isso ocorresse, poderia amenizar a crise e o
grupo ganharia fôlego, embora o ideal seria a venda de pelo menos mais
uma ou as duas unidades de Minas Gerais”, diz um consultor do setor
sucroalcooleiro.
O problema é que o empresário João Lyra, segundo pessoas próximas, se
recusa a vender o patrimônio. “Não existe diálogo hoje. O deputado João
Lyra não discute a situação de suas empresas, o que nos preocupa
muito”, diz um empresário do setor.
E que preocupação seria essa? Justamente o que ocorre agora: “um
processo de desmonte descontrolado, com a pulverização do grupo e a
consequente invasão das terras poderá trazer muitos problemas não só
para o grupo JL, mas para as usinas de todo o estado”, diz.
Fonte:http://blogsdagazetaweb.com.br/edivaldojunior/
Postado por:
Euclides Avila - Coordenador de Comunicação,
Aposentados e pensionistas
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