domingo, 7 de abril de 2013

Sem Orçamento, Rui Palmeira tem 100 dias de gestão pífia

A próxima quarta-feira marca os primeiros 100 dias da administração do prefeito Rui Palmeira (PSDB). A marca costuma ser registrada seja qual for a esfera do governo – desde que do Poder Executivo: município, Estados e a Presidência. E está mais para a simbologia do que enquanto cobrança – mas tem a sua relevância. A Gazeta ouviu vereadores e um deputado estadual (para que fizessem um paralelo entre Estado e município) e pediu a palavra da Prefeitura de Maceió, via assessoria de imprensa.

“Se as equipes de transição agissem com respeito e transparência, esse prazo passaria a ser contado a partir já da eleição”, diz a vereadora Heloísa Helena (PSOL).


“Eu avalio que esta gestão está, digamos, na média. Mas é importante frisar que falo isso considerando as seguintes condições: a administração estadual é muito ruim e o governo federal descentraliza o atendimento, mas esgota os municípios. Porque, se formos ver na prática, mesmo, não há resolutividade. Nem os 27% de cobertura do Programa Saúde da Família ajudam. E olha que há anos estamos brigando para aumentar essa cobertura em Maceió para 60%, que é a média brasileira. E faço essa avaliação bem à vontade, porque não sou da bancada do governo ou da bajulação ou da extorsão”, acrescenta.


“Essa questão é relativa porque o prefeito pode alegar que está sem Orçamento. E sou testemunha de que a ausência de um Orçamento tem interferido. Por isso, prorrogaria para fazer essa avaliação para o dia 12 – quando deveremos estar votando. Mas, fazendo uma avaliação mais rigorosa e vendo friamente, diria que, até o momento, não teve nada para ser mostrado, nada de encher os olhos”, diz o vereador Cléber Costa (PT).


Prefeito culpa ‘dívidas do passado’


Ao avaliar seus primeiros 100 dias, a gestão do prefeito Rui Palmeira começa por apresentar o quadro em que assumiu.


“A atual gestão encontrou o município numa situação bastante complicada e caótica, sem Orçamento, com dívida de quase R$ 150 milhões somente com prestadores de serviço e fornecedores, com atraso na prestação de contas de programas federais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar”, declarou o prefeito, em texto enviado pela Secretaria de Comunicação.


Ele mencionou também a dívida de mais de R$ 23 milhões com a previdência do servidor e os prédios públicos, incluindo a sede da prefeitura, além de escolas e postos de saúde, “em péssimo estado de conservação”.


“Ou seja, a nova gestão está ‘colocando a casa em ordem’. Estamos realizando ações como o Bairro Vivo, iniciativas de limpeza, iluminação e tapa-buracos em toda a cidade. São medidas emergenciais e que a cidade necessitava há muito tempo”, diz o texto.


Orçamento passou por diversos ‘ajustes’


O pedido para ficar com o texto do Projeto da Lei Orçamentária foi do próprio prefeito Rui Palmeira. Pela legislação, o projeto, com a proposta de Orçamento para o ano seguinte, é enviado para o Legislativo, que segue um rito diferenciado de tramitação até aprová-lo. Em seguida, o encaminha de volta ao Executivo para que seja sancionado pelo prefeito e se torne lei.


Mas durante aquela tramitação na Câmara, os vereadores podem apresentar emendas à proposta inicial de lei orçamentária enviada pelo Executivo – como sempre acontece.


Fonte:http://gazetaweb.globo.com/noticia.php?c=337903&e=2

Postado por: 
Euclides Avila - Coordenador de Comunicação,
Aposentados e Pensionistas.

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