domingo, 7 de abril de 2013

Escritório de Alagoas em Brasília custa R$ 300 mil por ano

Eseal. A sigla pouco conhecida pelos alagoanos é um órgão público estadual que ocupa quatro salas em uma área comercial de Brasília, na região da Asa Sul. Trata-se da Representação de Alagoas em Brasília, no Distrito Federal; órgão que atua a 3km da Praça dos Três Poderes, tentando influenciar o centro de decisão do país a beneficiar o Estado com políticas públicas.

É o lobby oficial alagoano, que custa pelo menos R$ 28,8 mil mensais aos cofres públicos caetés, sem entrar na conta os servidores que lá auxiliam o trabalho do ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas, José de Melo Gomes, chefe da Eseal.


Somente neste governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB), este serviço subordinado ao Gabinete Civil acumulou um custo de mais de R$ 1,2 milhão, desde o primeiro mandato do tucano, em 2007. Uma média de gasto anual que se aproxima de R$ 300 mil, até hoje.


Mas não é novidade nem fato isolado no país a institucionalização das relações de conquista entre Estados e o poder de decisão no território da capital federal. Exemplo disto é o fato de haver, no mesmo Setor Comercial Sul (SCS) de Brasília, onde funciona o Eseal, outras 11 representações de Estados brasileiros, sendo a do Amapá instalada três pisos abaixo do escritório da Eseal, sediado em quatro salas do 4º andar do Edifício Bandeirantes.


Estado faz mistério sobre gastos do Eseal


No ano passado, a manutenção da “miniembaixada” alagoana custou R$ 229,3 mil. Sendo uma despesa R$ 69,4 mil mais cara que a manutenção do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da Polícia Militar de Alagoas.


Na sexta-feira à tarde, a Gazeta telefonou para a assessoria do Gabinete Civil, para o chefe da Eseal e para a própria sede da representação do Estado em Brasília. Mas não conseguiu obter respostas sobre a demanda de trabalho deste órgão, o número de servidores lotados na capital federal, nem qual o exemplo de conquistas recentes para Alagoas, obtidas por meio da atuação da Eseal.


SALÁRIO ROBUSTO


Assim como José de Melo Gomes, a assessoria do Gabinete Civil prometeu se posicionar sobre esta reportagem nesta segunda-feira, quando também deverá responder sobre qual o motivo de, além do salário de R$ 8.094, o chefe da Eseal também ter recebido de R$ 2 mil a R$ 4 mil a título de “adiantamento de outros serviços de terceiros”. E explicar quais são estes serviços e porque são faturados diretamente a este servidor.

Fonte: http://gazetaweb.globo.com/noticia.php?c=337904&e=2
Postado por:
Euclides Avila - Coordenador de Comunicação, 
Aposentados e Pensionistas

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