segunda-feira, 6 de maio de 2013

TJ faz últimos preparativos no Fórum para julgamento do Caso PC Farias

A assessoria do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) faz os últimos preparativos, no Fórum de Maceió, para o julgamento do caso PC Farias, que tem previsão para começar às 13h e durar cinco dias. Após 17 anos, os militares Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva, que faziam a segurança do empresário, serão levados a júri popular, que será presidido pelo juiz Maurício Brêda. Os 27 volumes do processo já estão na mesa do magistrado para o início dos trabalhos no início da tarde.

Sob olhar de toda nação, quase 100 jornalistas de todo o Brasil se credenciaram junto à diretoria de comunicação do TJ para cobrir o julgamento. O Ministério Público de Alagoas (MPE/AL) defende a coautoria dos réus, e, por isso, pede a condenação. Eles podem pegar até 60 anos de reclusão.  Já a defesa assegura, baseada no laudo do médico-legista Fortunato Badan Palhares, que não houve duplo homicídio.

Paulo César Farias e Suzana Marcolino foram encontrados mortos na madrugada do dia 26 de junho de 1996, numa casa de praia em Guaxuma, em Maceió.

“Os autos apontam uma suposta omissão dos militares que, à época, faziam a segurança da casa de praia. Como é que os meus clientes poderiam adivinhar que Suzana escondia uma arma? Eles não tiveram nenhuma participação. A denúncia do MPE não aponta o suposto executor. Há, sim, diversas falhas no curso das diligências. A investigação parte de um pressuposto falso. A acusação é odiosa. A acusação é totalmente descabida e, portanto, fantasiosa“, considera o advogado dos militares, José Fragoso.

O promotor Mousinho se mostrou confiante para enfrentar os dias de julgamento do caso PC. Ele considera suficiente toda peça acusatória em desfavor dos militares. “O segundo laudo servirá como elemento para atestar que os réus não agiram conforme era esperado. Ou porque sabiam que o crime seria cometido e não se movimentaram para impedi-lo ou, talvez, tenham participação direta nas mortes”, pontuou, reforçando que os quatro PMs deveriam ter agido de alguma maneira para impedir o duplo assassinato na mansão Farias.

Em silêncio, familiares do PC chegam a fórum

Familiares do empresário PC Farias chegaram em silêncio ao Fórum da Capital para acompanhar o julgamento. Apesar da insistência da imprensa em falar com eles, os parentes disseram que “não era o momento e, posteriormente, declarações seriam dadas”. Familiares dos réus acusados de coparticipação no possível assassinato, tese defendida pelo Ministério Público de Alagoas, também chegaram e acreditam na absolvição.

O presidente do Tribunal do Júri, magistrado Maurício Brêda se faz presente desde o final da manhã e realizou o pregão em busca dos membros do júri. Serão chamados 25 jurados, mas, apenas, sete serão escolhidos para participar do julgamento. O magistrado também aguarda as 27 testemunhas que devem participar dos três primeiros dias do julgamento. A previsão inicial é o julgamento siga até o final da semana.
http://gazetaweb.globo.com/noticia.php?c=339982&e=31Postado por: Euclides Avila- Coordenador de Comunicação.

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